A IMPORTÂNCIA DE VACINAR OS FILHOTES – SirDog

A IMPORTÂNCIA DE VACINAR OS FILHOTES

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26 de maio de 2017
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Vamos entender um pouco mais sobre a vacinação dos nossas amigos?

Se você deseja entender como tudo funciona de uma forma muito simples e clara, comece por aqui:
Quando o filhote nasce, ele não tem nenhuma célula de defesa pois até então, ele nunca precisou disso já que estava protegido e havia a garantia da imunidade da mãe. No entanto, assim que o filhote nasce essa defesa passa a ser necessária e aí contamos com a perfeição da natureza: o colostro da mãe contém um volume muito grande de anticorpos, que só podem ser absorvidos pelo filhote entre as 18 e 24 primeiras horas de vida. Após este período, eles não estão mais disponíveis e não há mais a possibilidade de absorção. A partir daí já percebemos a importância desse primeiro aleitamento materno, e o motivo dele não poder ser substituído por nenhum outro produto.
Agora o filhote está protegido novamente, pois conta com as células de defesa (células da série branca) que recebeu da mãe, mas essas células têm um período de vida e estarão mortas dentro de alguns meses (a maioria delas desaparecerá em 60 a 90 dias). Por isso o filhote precisará começar a produzir suas próprias células de defesa pelo timo, baço e medula óssea, mas isso dependerá de receber estímulos, ou seja, entrar em contato com agentes invasores, que são os causadores de doenças. É nessa hora que entram as vacinas, pois elas vão apresentar ao sistema de defesa do organismo os invasores, porém sem a capacidade de provocar a doença, pois esses microrganismos estão mortos ou inativados e então o filhote poderá começar a produção das próprias células de defesa.
Essas novas “células soldado” terão ação por pouco tempo e, a menos que a ameaça seja comprovadamente importante ou recorrente novas células serão produzidas, mas agora terão capacidade de ação por tempo mais prolongado e por isso precisamos dos reforços em intervalos curtos nos esquemas de vacinação dos filhotes.

Se você tem interesse apenas na parte mais prática comece por aqui:
O filhote precisa ser imunizado contra várias doenças para que quando tiver contato com elas não fique doente;

A imunização do filhote deve seguir esquema individualizado e contar com reforços nas datas estipuladas para podermos contar com o perfeito trabalho do sistema imunológico que está em formação;

Existem várias vacinas no mercado, mas cada filhote deve ser avaliado e deve ser considerada a necessidade ou importância de cada vacina para cada indivíduo, para uma proteção mais eficiente;

Existem vacinas importantíssimas e que não podemos deixar de lado, pois são contra doenças que podem levar nosso filhote à óbito ou à sequelas importantes para o resto da vida e existem outras que são consideradas opcionais, pois as doenças não são letais, apesar de sempre provocarem prejuízos, tanto financeiros no diagnóstico e tratamento quanto na saúde do filhote e da família.

Parte muito importante para todos:
As vacinas são formadas por microrganismos vivos inativados ou mortos e vão desencadear uma resposta do organismo vivo do filhote, e isso pode ocasionar reações.

As reações vacinais normalmente são efêmeras e rápidas e causam leve febre que passa despercebida na maioria das vezes.

Em alguns casos há aumento nessa febre e nos sintomas que a febre pode provocar, como dor no corpo e prostração, que podem ser rápida e facilmente debelados com uma boa orientação de antipirético comum.

Apenas em ocasiões excepcionais há reações alérgicas ou anormais à vacinação e nesses casos o animal deve ser acompanhado de perto em vacinações futuras, mas de qualquer forma a vacinação provocará uma reação e o animal nunca deve ser deixado sem observação ou assistência após a vacinação, pois caso contrário uma reação excepcional não poderá ser percebida.

Conclusão: vacine seu filhote e esteja sempre perto dele nas horas seguintes à vacinação, seja para aproveitar o dia em boa companhia, dar conforto ou para observar se algo de anormal acontece.

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